Bebês são divinos (no sentido mais literal da palavra)

Começo aos poucos a entender o recado que a vida quer me dar ao me dar uma filha. Ter um filho requer olhos para ver o que não queremos, e ouvidos para ouvir o que nunca ouviamos. Mas não é somente para o bem do nosso filho… é principalmente para nós mesmas, as mães.

É como se o bebê lembrasse a todos nós da pureza da vida… como se nos lembrasse dia a dia que para a felicidade deste serzinho, antes de tudo, é necessário que nós, mães, sejamos felizes. E para sermos felizes é necessário muita coragem para encarar monstros que nunca encarávamos antes por medo, ou por orgulho, ou por algum outro tipo de pré-conceito.

Encarar nossos monstros não é nada fácil. É necessário a nossa retirada, em primeiro lugar. É necessário o silencio. E, se pararmos para pensar, os bebês trazem com seu nascimento exatamente isso. A retirada do “mundo exterior”, um momento só seu e dele, por motivos óbvios que são os cuidados de um recém nascido. Mas se pararmos para pensar, este é um momento de contemplação do divino. Temos que cuidar deste ser ao mesmo tempo tão frágil aparentemente, mas tão sábio se soubermos olhar com os olhos puros.

Ter um filho é despir-se de si mesmo. Eu que sempre achei crianças seres divinos, hoje posso dizer que estava certa. Pois é, não estou num caminho tão errado assim…

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