Semana do Aleitamento

Grupo da Região Incentiva Parto Natural
No dia 30 de julho o grupo MaternaMente se reuniu mais uma vez em São Caetano, e desta vez o tema foi aleitamento, em comemoração à semana do aleitamento, que aconteceria naquela mesma semana. Fomos entrevistados eu e Jeff com a nossa pequena, e Patrícia, com seu pequeno Francisco de apenas 20 dias daquele momento. Foi um momento muito legal para unirmos nossas experiencias e trocarmos idéias. No final, acabei descobrindo que Patrícia fez a mesma cirurgia que eu, rs.
Foi um momento muito gostoso com Deborah Delage e Denise Niy. Espero que rolem muitos outros!


Grupo da região incentiva parto natural

Camila Galvez
Do Diário do Grande ABC

Quatro mulheres, dois bebês e um homem. Enquanto as crianças mamam, os adultos conversam sobre parto natural e aleitamento materno. Trata-se de mais uma reunião mensal do Grupo MaternaMente, fundado pela educadora perinatal Deborah Delage e pela ativista Denise Niy.
O objetivo das reuniões, realizadas sempre no Grande ABC, mas em pontos itinerantes, é disseminar informações para que as mulheres e suas famílias possam compreender e viver a gestação e o parto como eventos naturais, que demandam atenção e apoio, e não intervenções desnecessárias.
Segundo Deborah, as mães deixaram de escolher como seus filhos vão nascer. “Os médicos não têm paciência para esperar a hora certa do nascimento. Para eles, é conveniente fazer a cesariana. Para as mulheres, o que sobra são as consequências da anestesia e do pós-operatório”, explicou.
A dona de casa Patrícia Mirela de Abreu, 24 anos, viveu isso na pele no parto do primeiro filho. Ela teve sangramento e o médico fez a cesárea sem sequer avaliar se havia condições para o parto normal. “Eu tinha 21 anos, era inexperiente e não discuti”, relembrou.
O bebê nasceu com desconforto respiratório e passou cinco dias na UTI. “Quando tentei amamentar, ele não queria pegar o peito”, lamentou.
Deborah explicou que o número de mães que não conseguem dar de mamar está ligado ao excesso de cesarianas. “A ocitocina é um hormônio produzido durante o trabalho de parto que estimula a produção de leite. Se não há trabalho de parto, não há ocitocina”, destacou.
ara o segundo filho de Patrícia, o pequeno Francisco, presente à reunião aos 20 dias de vida, a amamentação foi mais tranquila. O bebê nasceu no hospital após 21 horas de trabalho de parto. “Assim que dei o peito, ele pegou na hora”, comemorou a mãe. 
NATURAL
A jornalista Carolina Robortella Valente, 29, viveu a mesma experiência, mas num parto muito mais rápido: entre a primeira contração e o nascimento de Elis, hoje com quase 2 meses, foram apenas quatro horas e meia. “Nosso plano era ter a Elis na casa de parto, mas não deu tempo de ir até lá”, disse o pai, o radialista Jefferson Santos, 30.
Logo que nasceu, Elis procurou o peito sem nenhuma dificuldade. “Ela passou o dia todo mamando. É uma experiência maravilhosa, tanto o parto quanto o aleitamento. Recomendo para todas as mulheres”, garantiu.
Qualquer pessoa pode acompanhar as reuniões do grupo, que não tem fins lucrativos. Basta entrar em contato pelos telefones 9201-5245 e 9383-4429, pelo e-mail grupomaternamente@gmail.com ou pelo site maternamente.blogspot.com.
 
A dentista que virou educadora perinatal 
 
Deborah Delage planejou ter sua primeira filha de parto normal. Desde pequena convivia com a mãe, enfermeira obstetra, que sempre comentou sobre os benefícios de vir ao mundo por meios naturais.
Deborah formou-se dentista, mas não se esqueceu dos ensinamentos da mãe. Enquanto estava grávida, planejou-se para que seu grande momento pudesse ser realizado da forma que sempre sonhou.
Pequena e magra, Deborah não se importava com a questão física: tinha certeza de que daria conta. No entanto, seu sonho foi barrado por aquilo que ela chama de “sucessão de intervenções desnecessárias”. Deborah teve sua filha por meio de uma cesariana.
A experiência fez com que a dentista voltasse seus estudos para outra parte do corpo, essa exclusivamente feminina: o útero. Tornou-se educadora perinatal.
Por meio do Grupo MaternaMente, Deborah ajuda mulheres a entenderem as transformações do corpo e a se colocarem como agentes ativas durante a gravidez e no parto. “A mulher precisa relembrar sua porção animal e ter certeza de que é capaz de parir e amamentar”, ressaltou.

Comentários

Denise
02/08/2011 às 10:43
Excelente texto, Camila Galvez, parabéns! E vale lembrar que estamos na Semana Mundial da Amamentação, vamos celebrar esses momentos maravilhosos da humanidade: o nascimento e o aleitamento!
Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s