Caos Gera Vida.

Turbilhão de sentimentos.

Sofrimento.
Felicidade.
Intensidade.
Maternidade.
Amor.
Loucura.
Solidão.
Muita solidão.
Ninguém entende o seu mundo,
a não ser quem passou por isso recentemente,
e mesmo assim
precisa ter alguma identificação.
Tudo escuro.
Neblina.
Noite.
Mas… lua cheia. Bonita. Grande. Majestosa.
Lua cheia que ilumina, e, ao mesmo tempo, trás mistérios.
Maternidade. Lua. 
Lua, astro que rege as mulheres, o feminino, nossas emoções.
Amor, ternura, carinho.
Mas solidão, despir-se, descascar-se.
Tudo o que existia antes… se foi.
E não, não vai voltar.
No nascimento de um bebê, cortam-se dois cordões umbilicais.
O da mãe com a mãe.
E o da mãe com o filho.
Muitas mortes e renascimentos simultaneamente.
É… precisa coragem.
Aqui estou eu
Enterrando aquela mulher 
Que existia antes.
E deixando nascer a mulher que surgiu
Ha mais ou menos um ano atrás.
Não é fácil deixar
Os velhos vícios
As velhas argumentações.
Não é fácil deixar-se morrer.
Para então reviver. Reviver como a mãe que nasceu junto com aquele bebê.
Legitimar os sentimentos
Tem sido meu caminho.
Eu caio, choro, mas depois levanto, com mais força do que antes.
Até quando isso vai, eu não sei.
Achei que tinha tempo para acabar.
Mas já entendi
A cada dia 
A maternidade mostra uma nova cara
Um novo riso
Uma nova sombra.
E nós, mães, temos coragem
CorAgem
CorAção.
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