Informe-se. Liberte-se.

Esta semana eu soube de uma ativista virtual muito querida que pariu com 42 semanas e 3 dias de gestação, a Anna Gallafrio. Fico pensando, que a bebê dela chegou duas semanas e meia depois do tempo que os médicos consideram como ideal para o bebê nascer. Mas me pergunto: quem tem que saber isso? o médico ou a mãe? Na verdade quem sabe, de verdade, é o bebê. Resta à mãe ter a sabedoria de esperar o tempo do bebê, ele “avisar” que está na hora de chegar.

Não sei muito, mas as pesquisas que fiz nestes quase 3 anos de ativismo e acompanhamento de notícias sobre gravidez, parto e pós-parto, fora o curso de Doula que fiz ha um ano atrás, quando chega a hora do bebê nascer, quem manda essa mensagem é o pulmão do bebê – quando ele está pronto, tudo está pronto. Porque o pulmão é o ultimo órgão a se desenvolver no bebê, na barriga. Com 34 semanas de gestação, sabemos que uma criança pode nascer e sobreviver, mas seu pulmão está ainda muito frágil. Então, esperar o tempo completo da gestação, e passar das 40 semanas se for necessário, é essencial.

Por que será que muitas crianças nascem de cesárea e vão direto para observação? Com problemas de respiração, elas precisam de ajuda médica para melhorar. Não seria muito melhor esperar o tempo todo da gestação??

Deixando claro aqui, que a cesárea pode ser muito importante dependendo do caso. Mas a nossa sociedade aprendeu a ser enganada por médicos que querem se aproveitar das mulheres desinformadas, e faze-las sentir-se “menos”… menos mulher, menos mãe, menos tudo… dão a desculpa de que o bebe não está bem, ela não está bem, ela não dará conta sozinha. Mas aí é que está: cada mulher precisa encontrar o seu eixo de auto-conhecimento, respirar, meditar, e entender o que faz, de verdade, sentido pra ela. E não ficar só pensando no que o médico fala. A ajuda médica pode ser essencial dependendo do caso mas, na maioria deles, a gente sabe o que fazer, se estivermos fortalecidas. Se nos conectarmos com nossas “lobas” interiores, nosso instinto. Ele dirá a hora certa de parir, e não o médico.

Não quero e nem é meu objetivo, que nenhuma mulher se sinta mal com minha constatação. Eu penso assim: se você não tinha informação o suficiente, você estava nas garras do sistema, e não tinha mesmo como sair. Porque pra sair da “Matrix”, precisa de muita informação, informação que liberta. Liberta muito. Mas constatar que foi enganada já é um grande passo. Aceitar isso, mas não se sentir culpada. A culpa nunca é boa. E ela nunca é necessária. Se você não fez, não fez e pronto, mas pode fazer diferente daqui pra frente, e é isso o que interessa. Se não tiver mais filhos, tudo bem, pode informar suas amigas grávidas, ajudar no ativismo, enfim. Existem diversas formas de transmutar tudo isso, e transformar em algo bom para você e para os outros. Informação (certa e de fontes confiáveis e do bem) liberta. Muito.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s