Coaching para Mulheres – com Anna Gallafrio

Saí do banho. As costas doem, a cabeça dói. A cabeça gira. Gira, gira, gira, mundo. Dois dias de imersão no auto-conhecimento, não é pra qualquer um. Eu sei. E queria que todas as pessoas soubessem como é positiva a sensação de olhar-se, conhecer seu porão mais profundo, abrir as portas de si mesma. A cada porta que se abre, encontra-se mais e mais portas. O auto-conhecimento não acaba nunca. Uma vez a porta aberta, xiiii… não tem mais volta. A gente quer conhecer todas as nossas esquinas, nossos “não-eus”, nossas pseudo-mães, irmãs, amigas. Mães, irmãs, amigas, que nós mesmas criamos.  Se são positivas, ou não, isso só o tempo – e nós, somente nós – iremos responder.

Neste fim de semana passei imersa no Coaching para Mulheres, com a mediação de Anna Gallafrio (lê-se Anna Galláfrio, com acento no segundo “a”). Uma mulher com quem sempre me identifiquei, sei lá porque, e que talvez pelo mesmo motivo – ou não – tenha me chamado para fazer o curso. Na roda, contando com Anna, éramos 15 mulheres. 15, um número bonito. Me lembra debutar. 15 anos. Debutar, mostrar para o mundo que não sou mais aquela menininha que conheceram. Na verdade, todas ali, temos mais de 25. Mas todas, debutando de alguma forma. Na sua autonomia. Na sua maternidade. No seu reencontro. No seu olhar-se. No fato de deixar tudo – sim, tudo – pra trás. E recomeçar.

Como me sinto agora? Agora, agora, me sinto assim: o sangue correndo pelas veias – e eu o sinto. Sinto-me viva. Sinto-me plena. Por ter me encontrado? por ter achado a chave da felicidade? não. Não cheguei neste nível, por enquanto. Mas sinto-me plena, quando penso que estive nesta ciranda de mulheres que querem conhecer a si mesmas. Que estão dispostas a entrar nos porões da alma, cavar um pouco aqui, um pouco ali, pra ir se conhecendo. Entendendo quem são, e estão, no mundo, e o que vieram de verdade fazer aqui. É essa a minha tribo. A tribo de quem se olha, de quem sabe que é aprendiz pro resto da vida.

Agradeço a cada uma de vocês, pelos dois dias intensos. Essa noite não dormirei, tenho certeza. Sinto a adrenalina correndo, sinto-me viva. Sinto-me parte de algo. Esse algo, que entrou na minha vida há exatos 3 anos atrás (data da concepção da minha filha, 22 de setembro de 2010). O que antes não fazia sentido, hoje faz. Agradeço a vocês que estiveram comigo, e a todas com quem compartilhei tantas coisas, nestes três anos tão intensos. Gratidão. Gratidão.

Mais pra frente, talvez venha outro texto, com outros questionamentos aparecendo. Mas senti vontade de “fotografar” o que sinto agora, através deste texto. E me conheço – as coisas comigo reverberam de forma lenta, mas forte. Eu gosto de sentir cada momento, perceber-me em cada novo movimento. E, por isso, tenho absoluta certeza de que, em breve, teremos muito mais pra conversar sobre estes dois dias. Mas por hoje, as palavras são: gratidão e vida. Sentir-se viva. Obrigada.

Nunca é alto o preço a pagar pelo privilégio de pertencer a si mesmo.

Nietzsche

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PS: Depois que escrevi o texto, vi que eram 14 mulheres, não 15. Mas não vou mudar no texto, porque achei isso bonito. Aprendi hoje que preciso ser menos pateta. rsrs

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2 comentários sobre “Coaching para Mulheres – com Anna Gallafrio

  1. Pingback: Mais sobre o Coaching para Mulheres | Parir-se ao Parir

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