Do que me faz falar da vida com olhos brilhantes

Ontem contei pra professora da Lili que ela nasceu em casa.
A primeira pergunta dela foi: e a dor? como você aguentou?

Eu sempre respondo a mesma coisa: a dor vinha, sim, e era grande. Mas minha mente só focava no presente que eu ia ganhar depois. Lili. Eu mentalizava ela em um mar cheio de ondas, que eram as contrações. A cada onda, ela chegava mais perto. A dor era maior, mas a proximidade dela, também.

E logo passou. As dores cessaram, minha Lili chegou. Em uma contração só, seu corpo todo saiu. A dor parou, e o amor tomou conta. Do meu corpo, do quarto, da casa, da vida. Ha três anos e meio vivo assim, meio abobalhada com esse dia. E sempre conto como se fosse a primeira vez que conto para alguém.

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