Relato do Parto – versão objetiva

elismamandoposparto

Consegui recuperar algumas lembranças no meu perfil antigo do Facebook, e no dia do aniversário da cria eu li este texto, que não lia há 5 anos. Na verdade ele estava dividido em muitos posts, que compilei em um só, formando um relato de parto um pouco mais, digamos, racional do que o relato original, cheio de emoção, mas igualmente especial. Para pessoas que curtem um romance, o outro relato é melhor, e para pessoas mais objetivas, eu recomendo este. rs

Quem quer ler a versão romantica, aqui está: https://parirseaoparir.wordpress.com/2011/06/25/uma-historia-de-parto-feliz-o-nascimento-da-elis/

7h – Ha um ano atrás, nesta mesma hora, ainda na cama passei a mão na barriga e disse: “filha, pode vir, está tudo pronto para te receber. Estamos loucos para ver sua carinha.”

9h – Ha um ano atrás, a esta hora, mandava um e-mail para Deborah Delage avisando-a que sentia uma pressão forte no meu púbis…

11:55 – mandava outro e-mail, dizendo que havia “uma mancha de sangue” saindo, o que na época eu não sabia, mas era o tampão…
Sentia cólicas de menstruação, mas não sabia que já eram as contrações (achei que eram dores horrendas e diferentes de cólicas menstruais!)

12:30 – A esta hora, sentindo cólicas um pouco mais fortes, descia para comprar uma marmita “reforçada”, pois não sabia o que me esperava pela frente (achava que vararia a noite…)

13h – A esta hora ligava para meu companheiro, para dizer que Elis queria chegar. A pedido da minha doula, pedi para ele comprar comidas que gosto, alimentos que dessem energia, e pedi para ele sair antes do trabalho, para ficar perto de mim durante o Trabalho de Parto. Ele chegaria às 15h. (horários não 100% certos, pois partolandia não combina com hora! rs)

15h – A esta hora, Jeff já havia chego, com bananas que comprou no mercado, mas no final não precisou…
Minhas contrações, já fortes, vinham e voltavam, e quando sentia elas virem, abraçava o Jeff, e isso fez toda a diferença.
Ele foi muito companheiro. Quando conseguia, olhava este livro que escaneei, que explicava muito bem o que fazer no TP, e como o companheiro pode ajudar. Jeff seguiu direitinho  :)

15:40 – As dores já estavam bem fortes e, conforme eu havia lido nos relatos de parto, achava que se entrasse no chuveiro dava para “desacelerar” o parto, por isso, entrei. O que eu não sabia, é que já estava tudo MUITO avançado… por enquanto, apenas eu e meu companheiro em casa. Eu achava que ainda dava tempo de ir para a casa de parto…

16:10 – Mariane Menezes chegou, e eu saí do banho. Minhas contrações cada vez mais fortes e longas. Mari mediu minha dilatação. 5-6. A cada contração, pegava na minha mão, da forma mais carinhosa possível. Me tranquilizava. Eu já não conseguia mais pensar, e o Jeff, acho, ligou para meu pai, mas até hoje não sei o que falaram. Mas o combinado era meu pai nos levar para a casa de parto. Eu percebia que a coisa estava realmente indo rápido demais…

16:30 – Eu sabia do transito a essa hora e me liguei – tudo estava indo rápido demais, e seria logo. Até a casa de parto SEM TRANSITO são 50 minutos. E COM TRANSITO então? Comecei a gritar: NÃO QUERO IR PARA O HOSPITAL! (Isso é verídico pq me confirmaram depois! rs) e não fui.

 16:50 h – No quarto, na cama, sinto vontade de fazer cocô. Eu e Mari vamos ao banheiro, para tentar. Vem outra contração e eu grito muito alto (eu acho que é bem alto, mas quem estava perto disse que não foi tanto assim rs). Peço ajuda para Elis, para acabarmos logo com tudo isso. Queria vê-la logo. Digo para Mari que Elis está chegando e pergunto se ela faria meu parto (agora, bem? kkkkkkkkkkkk). Mari fala no celular com a Débora, mas não faço ideia do que falaram. Mari me diz que ali no vaso não é um bom lugar para ela sair (rsrs), e resolvemos entre uma contração e outra, ir para o quarto da Elis.

17h – Vamos para o quarto da Elis.
Peço para o Jeff sentar em um banquinho atrás de mim. Ele coloca o colchão da Yoga no chão, não sei porque teve essa ideia, mas foi boa. Sento no colchão, e vem a próxima contração. Vem a próxima contração, faço força, a bolsa rompe, Elis sai, de uma vez. Mari pega-a e a poe no meu colo. O quarto, perfumado. De vérnix.

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